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domingo, 7 de janeiro de 2018

A neurobiologia da resiliência


A mente é maravilhosa – Daniela Corcuera
5 Jan 2018 16:55

A neurobiologia da resiliência é a área de estudo que explica, do ponto de vista biológico, um dos processos mais fascinantes do ser humano. Nesse processo, as pessoas conseguem enfrentar os fatores estressantes provenientes de situações desfavoráveis com sucesso, para se adaptarem melhor a uma realidade complexa, investindo também em saúde emocional e reduzindo o impacto de episódios traumáticos.

A palavra "resiliência" representa um conceito que vem ganhando protagonismo nas últimas décadas. O termo e o seu significado inspiram, satisfazem, inclusive muitas pessoas leem sobre ela e tentam desenvolvê-la. No entanto, existe um aspecto que continua despertando a curiosidade dos neuropsicólogos.

Por que existem pessoas que enfrentam situações complexas e a adversidade com mais eficácia e outras, no entanto, ficam submersas em um estado de desamparo permanente? Por que essas pessoas podem ser, inclusive, o mesmo indivíduo em dois momentos diferentes da vida?

"O mundo quebra a todos, e depois alguns ficam mais fortes nos lugares quebrados".
–Ernest Hemingway-

Vemos isso muitas vezes e nas mais diversas formas. Por exemplo, no caso de três irmãos, três crianças que passaram pela perda traumática de um ou ambos os pais. Sob as mesmas circunstâncias e no mesmo entorno, esses garotos podem crescer mostrando um padrão de comportamento muito diferente. Algum deles vai levar essa ferida traumática mostrando comportamentos problemáticos, baixa autoestima, ansiedade, dificuldades de aprendizado, etc.

Outro irmão, contudo, pode desenvolver uma atitude mais acertada, mantendo o equilíbrio psicológico apesar do golpe. Tudo isso nos obriga a perguntar o porquê. Quais mecanismos neurobiológicos favorecem que alguns sejam mais ou menos resilientes?

A neurobiologia da resiliência ou a capacidade de tolerar o estresse

Falar de resiliência sugere uma referência necessária à nossa capacidade de enfrentar o estresse, utilizando-o a nosso favor. Nesse sentido, se ressalta uma ideia: nosso cérebro é, acima de tudo, um detector de informações ameaçadoras.

Uma das nossas prioridades é sobreviver e, portanto, no dia a dia e quase sem perceber, não fazemos nada além de processar aspectos que nos preocupam, antecipando fatos negativos que ainda não aconteceram e eliminando todo tipo de riscos ou desequilíbrios do entorno que possam nos afetar em algum aspecto: físico, social, emocional, etc.

Os especialistas em neurobiologia da resiliência dizem que o estresse moderado ou "eustresse" é o melhor de todos: nos prepara para a ação. Porém, quando as preocupações, os medos, a lembrança do passado e a ansiedade pelo futuro nos torturam, esse "distresse" se torna crônico e altera o cérebro na sua genética e neurologicamente. É aí que aparecem os problemas mentais, a infelicidade e a incapacidade na hora de adaptação a contextos, já complexos por sua própria natureza.

"Por outro lado, e apesar de todos sabermos que o controle do estresse pode ser treinado do mesmo modo que a resiliência, existem pessoas que nascem com essa capacidade de forma natural e existem também aquelas que apresentam sérias dificuldades na hora de enfrentar até os pequenos problemas, os mais cotidianos. A razão disso? A neurobiologia da resiliência indica que existem cérebros mais ou menos 'resistentes' ".
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A neurobiologia da resiliência

Substâncias hormonais e neurotransmissoras na resiliência

No começo de 2016, a revista "Nature" publicou um estudo interessante sobre a neurobiologia da resiliência. Este artigo explica que esta capacidade está vinculada a uma série de áreas cerebrais bem concretas: o neocórtex cerebral e, no nível subcortical, o complexo amigdalóide, o hipocampo e o locus coeruleus.

O mais fascinante e chamativo é, sem dúvida, a atividade a nível hormonal e dos neurotransmissores, que favorece ou dificulta a capacidade de ser resilientes.

  • A dehidroepiandrosterona (DHEA) tem a capacidade de regular o impacto do cortisol no cérebro. As pessoas que têm um déficit neste tipo de hormônio serão, portanto, menos resilientes.
  • O cérebro tem dois tipos de receptores para o estresse. Um deles se ativa antes, com pequenas quantidades de cortisol, e logo estimula o hipocampo para incrementar o vestígio das lembranças.
  • O outro receptor se ativa mais tarde e quando existe um nível mais elevado de cortisol no sangue. Este fato, que estimula em maior grau esse segundo receptor, afeta a qualidade da memória. As pessoas resilientes mostram um nível mais alto de cortisol no organismo e, portanto, reagem a este tipo de receptores.

Crianças orquídeas e crianças dente-de-leão

Um dos fatores mais comuns que podem diferenciar as pessoas menos resilientes são as suas experiências precoces. Assim, uma infância marcada pela insegurança, pela carência afetiva, pelos maus-tratos ou um fato traumático pontual gera na criança um estresse prejudicial que influencia o seu posterior desenvolvimento cerebral.

Assim, dentro da neurobiologia da resiliência costuma-se diferenciar também as crianças orquídea das crianças dente-de-leão:

  • As primeiras são aquelas que descrevemos antes, as crianças que vivenciaram uma infância traumática. Porém, junto com a influência do entorno, podemos acrescentar a epigenética. Algo que se está constatando, por exemplo, é que as mães sofrem cada vez mais com o estresse emocional. E querendo ou não, esses níveis de cortisol chegam ao feto e alteram as conexões dos neurônios nas amígdalas do bebê.
  • Por outro lado, as crianças dente-de-leão são aquelas que, por diversas razões, são muito mais resistentes ao estresse. A herança genética herdada do pai ou da mãe, ao serem criadas com segurança, em um círculo social favorável, determina, sem dúvida, uma atitude mais resiliente em relação à vida e suas dificuldades.

Menino feliz em plantação

Para finalizar, e tal como mostra a neurobiologia da resiliência, a capacidade de poder contar em maior ou menor grau com este atributo depende, à primeira vista, de uma série de hormônios e de neurotransmissores, da epigenética e da qualidade de nossa infância. Esses fatores podem parecer, sem dúvida, um pouco "deterministas"; no entanto, como indicamos anteriormente neste artigo, a resiliência também é aprendida, desenvolvida e aplicada.

Exemplo disso são os estudos sobre a neuroplasticidade cerebral e a respeito de como o fato de começar novas condutas, de assumir novos esquemas de pensamentos e atitudes, pode fazer do cérebro um órgão muito mais resistente. Não devemos esquecer que sempre é bom investir mais em nós mesmos, para aprender a enfrentar com mais energia, força e otimismo as pequenas e grandes dificuldades.

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7 grandes benefícios de chorar


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
5 Jan 2018 16:46

Quando vemos outra pessoa chorando, acreditamos que ela está sofrendo ou passando por dificuldades. No entanto, chorar não serve somente para mostrar nostalgia, tristeza, pena, dor ou raiva, mas também nos ajuda a expressar felicidade ou alegria. Diversos estudos destacam os inúmeros benefícios de chorar para o bem-estar físico e emocional das pessoas.

O choro nos permite demonstrar como nos sentimos em cada momento, e esses sentimentos não precisam ser negativos. Chorar é natural, conveniente e mais comum do que as pessoas pensam. O fato de chorar menos não quer dizer que a pessoa seja mais forte ou estável psicologicamente. Na verdade, os benefícios do choro são muitos e, neste artigo, mostraremos alguns dos mais importantes.
Nem todas as lágrimas são iguais

As pessoas produzem três tipos de lágrimas. Cada uma tem uma composição diferente, dependendo da função que está executando e da sua origem. As lágrimas basais são principalmente proteicas e permitem manter os olhos úmidos após cada piscada. As lágrimas reflexas são desencadeadas por agentes externos, como a fumaça ou o vento. A sua finalidade é proteger os olhos contra a irritação.

Finalmente, as lágrimas emocionais são liberadas em resposta a uma série de emoçõese são aquelas sobre as quais nos referimos quando estamos chorando. Elas contêm elementos neuromoduladores (prolactina, hormônios adrenocorticotróficos e leucina-encefalina) que funcionam como analgésicos naturais.

Principais benefícios de chorar

As lágrimas têm um efeito calmante

Chorar nos ajuda a relaxar, a liberar emoções e a desabafar, mas também nos permite mudar e reduzir uma condição subjacente muito profunda: as crises de angústia. Ou seja, elas têm um efeito direto e participam do autocuidado nas pessoas.

Isso ocorre porque o choro ativa o Sistema Nervoso Parassimpático (SNP), que é responsável pela manutenção ou promoção do relaxamento e descanso do corpo após um esforço. Por sua vez, a ativação do SNP desencadeia uma série de reações no nosso corpo, atuando sobre o nível do estresse e participando da regulação metabólica.

Chorar alivia a dor, melhora o humor e o sono

Um estudo de 2014 concluiu que as lágrimas emocionais liberam duas substâncias essenciais para que as pessoas se sintam bem: a oxitocina e as endorfinas. Desta forma, o nosso desconforto tanto físico quanto emocional é aliviado, porque esta explosão hormonal gera uma sensação de prazer e de profundo bem-estar.

Muitas vezes, depois de chorar, soltamos uma gargalhada ou mantemos um sorriso no rosto. Como isto pode acontecer se, até um momento atrás, estávamos molhando lenços? Porque a oxitocina e as endorfinas liberadas contribuem, por sua vez, para melhorar o nosso humor. Os seus efeitos relaxantes, o seu impacto positivo no humor e o alívio da dor podem ajudar as pessoas a dormirem melhor e adormecerem com mais facilidade.

As lágrimas nos livram das bactérias

A lisozima, uma enzima que está presente nas lágrimas, desempenha um papel essencial para as pessoas. Atua como uma barreira antibacteriana porque altera e desfaz as paredes das bactérias. Portanto, no nível físico, é uma maneira muito eficaz e natural de combater estes organismos e manter os nossos olhos limpos, lavando essa região de dentro para fora.

De fato, algumas pesquisas afirmam que a lágrima ajuda a proteger os olhos contra substâncias como o antraz e a superar a resistência que as bactérias desenvolveram contra os antibióticos.

Chorar um é calmante natural: reduz a ansiedade e o estresse

Este é um dos melhores benefícios de chorar. Já vimos que, quando choramos, liberamos uma série de substâncias através das lágrimas. Assim, quando choramos em consequência do estresse, as lágrimas liberam uma série de substâncias químicas que são "a causa" desse mesmo estresse. Paradoxal, não é mesmo?

Por exemplo, quando choramos, os níveis de manganês diminuem; um mineral estreitamente relacionado aos estados de ansiedade, nervosismo ou agressividade. E também eliminamos a adrenalina e a noradrenalina, substâncias que secretamos em maior quantidade nas situações de estresse ou perigo.

Chorar é um apelo à empatia

Normalmente, quando uma pessoa vê outra pessoa ao seu redor chorando, sente empatia por ela e tenta consolá-la. Nós tendemos a pensar que ela precisa de ajuda porque uma tragédia aconteceu, porque algo a machuca demais ou porque está profundamente angustiada. Em qualquer caso, o seu choro nos atrai.

Outro dos benefícios de chorar é que as lágrimas podem ajudar a obter conforto e apoio das pessoas próximas. Isso responde a um comportamento elementar de apego. De fato, a partir dessa perspectiva, chorar é uma espécie de "chamada de atenção" ou uma maneira de obter um benefício social ou interpessoal.

Chorar nos ajuda a nos conhecermos melhor

Alguns autores, como Michael Trimble, afirmam que existe toda uma "ciência do choro".Isso poderia explicar, por exemplo, por que algumas pessoas são mais propensas a chorar do que outras. Outros especialistas, como Ad Vingerhoets, dizem que o número de vezes que alguém chora depende de dois traços específicos de personalidade: empatia e neuroticismo.

Em ambos os casos, se conhecer melhor é um dos grandes benefícios de chorar. Às vezes chorar é considerado um sinal de fraqueza, quando na realidade pode ser um sinal de força emocional. As lágrimas dizem muito sobre nós. Elas nos permitem saber quais são as nossas fraquezas ou vulnerabilidades, quando e quanto precisamos dos outros, o que nos afeta mais e as nossas necessidades.

Por tudo isso, podemos deduzir que chorar é bom para a saúde. Ao tentar conter as lágrimas, estamos bloqueando essa limpeza emocional de que tanto precisamos. Portanto, não sinta medo, temor ou vergonha de expressar o que sente por dentro. Vamos liberar a nossa angústia, dor ou alegria!

Imagem de capa: Shutterstock/Photographee.eu

TEXTO ORIGINAL DE A MENTE É MARAVILHOSA

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Felicidade, Facebook e solidão contemporânea


Psicologias do Brasil – Erick Morais
5 Jan 2018 17:16

Ou você está no "face" ou não está no mundo. Essa é a era da comunicação, em que se deve estar conectado para que haja o sentimento de pertencimento ao grupo. Todos vivemos na chamada grande rede e nela tudo parece fazer sentido, afinal, todos estão sorrindo. A rede parece garantir a felicidade, logo, se você não está na rede, você não só não está no mundo, como também não é feliz. Mas será que essa "felicidade facebook" é real?

Como dito, no face, todos estão sorrindo (você já viu alguém triste?), tudo parece fazer sentido, é como se a vida real tivesse se tornado uma extensão, um plug-in da rede, melhor, um aplicativo que se baixa no play store. Entretanto, se a vida se deslocou para o face, se a felicidade está no face, o que acontece na vida real?

Esses são questionamentos para quem conseguiu manter-se na superfície. A resposta para as perguntas é simples – a "felicidade facebook" não é real e apenas esconde a solidão em que nos encontramos. O sucesso do facebook é determinado pela facilidade em desconectar, de modo que não há uma preocupação em criar laços, mas apenas em se manter "conectado". Sendo assim, como não crio laços, tenho a necessidade de o mundo me oferecer algo novo o tempo inteiro.

Em outras palavras, passamos pela vida sem que nós e os outros tenham importância e, portanto, tentamos substituir a qualidade dos relacionamentos pela quantidade. Desse modo, precisamos postar 48 fotos por dia, como se precisássemos da aprovação do outro, quando, na verdade, vivemos apenas uma representação e, diante disso, não vivemos nada.

Ou seja, como, na verdade, não sou feliz, preciso compartilhar tudo, a fim de que, pelo olhar do outro, haja a aprovação de que a minha vida possui o valor necessário para se sustentar. E, como todos vivem uma fantasia, todos mentem uns para os outros, como se fosse condição necessária para manter a felicidade de todos.

Pelo medo de encarar o vazio que nos tornamos, preenchemos esse vazio com ligações e wathsapp. Assim, toda barafunda do facebook é apenas para esconder aquilo que eu não quero ver, isto é, o meu vazio e como estamos cada vez mais sozinhos, muito embora, paradoxalmente, viva-se na era da grande rede, tenho a necessidade de postar e compartilhar o maior número de coisas a fim de que os likes preencham o meu vazio existencial.

É preciso que as pessoas curtam a vida que eu não estou curtindo; digo mais: é condição necessária ter pessoas legitimando aquilo que eu gostaria que fosse, para que o teatro seja mantido. Buscando o melhor enquadramento nas fotos, escondo o vazio que sou, a solidão que atormenta e o distanciamento das relações.

Essa urgência em ter pessoas legitimando aquilo que eu gostaria que fosse me impede de refletir sobre a própria vida, ou seja, não há uma tomada de consciência, em que o indivíduo é o dono do próprio destino, já que está sempre submetido ao espetáculo, pois este garante aplausos, mesmo que não passe de uma simulação.

Enquanto não acordarmos, estaremos mais ligados à internet, ao teatro, mais sozinhos e, portanto, desligados do real e das pessoas. É necessário ter a consciência do ser, pois não é fingindo ser, e, logo, não sendo, que há relações, tampouco felicidade, pois essa reafirmação de um eu que não existe implica apenas a solidão que nos aflige e as ilhas emotivas que nos tornamos.

Imersos nesse espetáculo, talvez não consigamos perceber que, quanto mais desesperados por likes, mais sozinhos estamos e que, embora a internet e o facebook sejam instrumentos poderosíssimos, os quais podem ser utilizados como ferramentas de aproximação, estamos os usando em troca da vida real e, pior, por uma vida que não existe.

Esse desespero por likes só representa indivíduos cada vez mais solitários. Isso acontece pela dificuldade em estabelecer relações reais e, por conseguinte, fortes; de encarar a si mesmo, a própria consciência, e admitir que a vida não está passando de uma encenação.

A "felicidade facebook" representa uma sociedade doente, mas que busca esconder-se. É necessário coragem para encarar-se e viver o que realmente somos, dizer o que realmente estamos sentido, fazer da rede uma extensão da vida real e não o contrário. Sabemos o quanto isso é difícil, pois temos medo de nos encarar, mas, enquanto esse medo não for superado, continuaremos alimentando o palco em que a vida se transformou, pois, como diz o poeta:

"Esse mundo é um saco de fingimento."

Imagem de capa: Shutterstock/tongcom photographer

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Essa moça é diferente


CONTI outra – Nat Medeiros
5 Jan 2018 15:38

Ela pode até não parecer, mas é uma moça vulcânica no sentir. Equilibrada no falar. E um tanto quanto reservada no demonstrar. Sim, às vezes ela tem medo de deixar à mostra o que guarda lá dentro. Ela aprendeu a se conter como forma de não sofrer muito. Ela é profunda, mas é sensata.

Essa moça, às vezes, frequenta multidões, mas é em lugares pacatos que ela gosta mais de estar. Onde seus pensamentos podem ganhar voz, sem julgamentos e impedimentos. Ela não faz questão de que a aceitem. Mas não abre mão de que permitam ser ela mesma, sem máscaras. Afinal, é nisso que consiste a essência do ser. Pra ela, não há razão em estar aqui senão for pra ser quem realmente se é.

Ela, às vezes, me confunde pois possui traços de delicadeza com um quê de fortaleza. Dentro dela existem sonhos tão leves e simples, tão belos e raros que eu quase acredito que estou em um filme francês ao cruzar o meu caminho com o dela. Simultaneamente, ela é a intensidade de um filme de Almodóvar, ela é a presença de alguém que chega e se nota.

Poesias, músicas, livros e versos são apreciações que ela possui. Ouso dizer que Los Hermanos canta alguns dias da sua vida, mas é de Chico Buarque, (Ah, Chico!) que ela gosta mais.

E por falar em gostar, quando ela gosta, ela tem certezas, jamais dúvidas. No silêncio dos dias de solitude, ela aprendeu a se conhecer. Ela não ignora o que diz suavemente o coração. Embora seja fato que ela também tenha medos. Ainda assim, essa moça opta por escutar o que vem de dentro já que o quem vem de fora muitas vezes não vai de encontro à sua alma. E pelo que eu percebo é a sua autenticidade que vai levá-la além.

É no silêncio do quarto que ela encontra a si mesma. É na multidão que às vezes ela se sente só. É no mar ou na cachoeira que ela se diverte. É o barulho da chuva que mais a encanta. Há quem diga que ela é fechada, inacessível… Mas ela é apenas alguém que valoriza sua intimidade. É pra poucos e bons que ela se abre. É pra ainda mais poucos que ela se doa. Por fora ela é até comum, mas por dentro… Ah, por dentro ela é diferente!

Imagem de capa: Zolotarevs, Shutterstock

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Como ser mais carismático


A mente é maravilhosa – Marli Guári
7 Jan 2018 05:04

Algumas pessoas têm o dom de fazer com que nos sintamos importantes e especiais. São aquelas que, quando entram em uma sala, fazem tudo parecer mais brilhante. Não dá para negar: algumas pessoas são naturalmente carismáticas. Diante delas, você pode se perguntar como é possível ser mais carismático.

A nossa presença, facilidade de se expressar ou a personalidade influenciam a maneira como somos considerados e vistos pelas outras pessoas. Dessa forma, alguns de nós somos percebidos como mais carismáticos, outros como menos influentes e mais tímidos. Mas, podemos de alguma forma moldar a nossa personalidade? É possível ser mais carismático e obter esse magnetismo natural para atrair os outros?

Embora outras qualidades possam ser mais difíceis de desenvolver, qualquer pessoa pode se tornar mais carismática se assim desejar. Você quer saber como? Neste artigo lhe daremos algumas dicas.

As pessoas carismáticas exalam bom humor, elegância e harmonia

Se tentarmos definir "carisma", provavelmente lembraremos de muitos nomes de pessoas importantes ou famosas. Por exemplo, Meryl Streep, Winston Churchill ou Barack Obama. O que todos eles têm em comum?

Meryl Streep

As pessoas carismáticas são capazes de despertar a nossa atenção e admiração; nos identificamos com elas imediatamente. Elas têm um magnetismo único que atrai os outros e uma autoconfiança que cativa. Poderíamos passar horas conversando ou simplesmente desfrutando da sua companhia.

São pessoas que chegam em qualquer reunião social e se tornam o centro das atenções. Tudo isso sem muito alarde ou excessos, mas simplesmente por estarem lá. O que as torna tão especiais?

5 dicas para ser mais carismático

Transmitir confiança

A primeira coisa que você tem a fazer é demonstrar para as outras pessoas que elas podem contar com você. Fale com elas, mantendo contato direto com os olhos na maior parte do tempo. Não é recomendável que as encare o tempo todo, porque elas podem se sentir intimidadas ou incomodadas.

"Não é apenas uma questão de ser, mas também de se comportar como tal".
– Jay A. Conger –

Os seus gestos também devem transmitir calma e tranquilidade. Os seus movimentos devem ser harmoniosos, sem demonstrar nervosismo ou preocupação. Se um líder perde a sua credibilidade, é difícil ser considerado como uma referência novamente. Então, mantenha-se tranquilo e seguro!

Você pode ensaiar na frente do espelho antes de fazer um discurso ou uma apresentação em público. Dessa forma, disfarçará aqueles pequenos detalhes que, em última análise, são os que geram desconfiança.

Utilize uma linguagem culta, mas acessível

É essencial demonstrar que você é uma pessoa preparada e que possui um vocabulário rico e variado. As pessoas carismáticas são bons comunicadores e conseguem que os outros apreciem as suas ideias. Para isso, utilizam uma linguagem comum, de fácil compreensão e acessível a todos, mas demonstrando conhecimento e experiência sobre o assunto tratado.

Seja especialmente cuidadoso com as palavras. Não utilize palavras muito complicadas, pomposas ou técnicas. Isto pode fazê-lo parecer prepotente ou arrogante.

Você deve sempre respeitar quem está falando e não interromper, mesmo que não concorde com o que está sendo dito. Além disso, é conveniente que você não critique os outros. É melhor utilizar engenhosidade e criatividade para fornecer outra visão sobre o assunto ou enriquecer o ponto de vista do outro.

Mostrar-se gentil e bem educado é básico para que as suas palavras sejam respeitadas e o público preste atenção ao que você diz. É recomendável que você fale "nós" e não "eu", porque dessa forma os outros sentirão que os objetivos são comuns.

Reunião de negócios

Utilizar um volume de voz médio e acentuar a entonação

Quantas vezes ouvimos alguns políticos dizendo frases sem sentido e nós os aplaudimos simplesmente por causa do tom que eles usaram! O que dizemos é tão importante quanto a forma como dizemos.

O segredo é não hesitar, falar de forma segura, com um ritmo constante. As pausas que fizer captarão a atenção dos ouvintes. Portanto, tente introduzir pausas depois das mensagens importantes que você deseja que permaneçam na mente do seu público.

Falar muito rápido ou muito lentamente, utilizar um tom muito agudo ou grave, produz desconfiança ou irritabilidade. Para pronunciar as palavras-chave do seu discurso, você pode aumentar um pouco o volume, de modo que pareça natural.

Postura ereta

A maneira como você se posiciona diante dos outros é muito importante. Você deve manter a cabeça erguida, e se quiser enfatizar algo, pode levantar o queixo ligeiramente.

É importante não encolher os ombros e mantê-los na mesma altura. Não é necessário se mostrar rígido como "um pedaço de pau", mas permanecer ereto e firme. Esta posição é coerente com a tenacidade e o inconformismo das pessoas carismáticas: o seu descontentamento as leva a agir e, portanto, a mudar.

Use roupas discretas

Embora o hábito não faça o monge, as roupas que você usa podem ajudá-lo a ser mais carismático. Não é uma questão de usar uma roupa cara ou de marca, mas de escolher um traje adequado. O melhor é optar pela moderação.

No caso das mulheres, os decotes muito pronunciados, os calçados com saltos muito altos ou cores brilhantes podem distrair, em vez de atrair a atenção. É melhor escolher algo sóbrio, adequado e com o qual você se sinta confortável. Os acessórios podem ajudá-la a completar o visual e enriquecer o seu estilo.

Para os homens, a melhor opção é usar uma roupa clássica. Se combinar uma camisa em cores claras com uma gravata correspondente, sem dúvida estará bem vestido. Para diminuir a sobriedade da roupa, você pode se livrar da gravata e até mesmo substituir o seu blazer por uma jaqueta.

Você não precisa ser um líder para ser carismático, mas a maioria dos líderes devem ser carismáticos. Não existe um manual que nos ensine desde crianças como atrair a atenção dos outros.

As pessoas nascem com ou sem essa virtude. Mas, em qualquer caso, é uma qualidade que pode ser melhorada através da prática. Ser mais carismático abre muitas portas em diferentes níveis. Por que não seguir estas dicas e ver o que acontece? Se você quer resultados diferentes, faça algo diferente!

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2018: Um ano para derrotar o impossível!


A mente é maravilhosa – Carlos Alberto
6 Jan 2018 11:00

Sabe aqueles velhos problemas que até agora não conseguimos vencer? Sim, estes mesmos que insistem em permear nossos pensamentos, que você às vezes julga impossível solucioná-los. E então amigo leitor, vamos derrotar o impossível?

Imagine no Rio de Janeiro antes de 1910 se alguém dissesse que estaria em São Paulo em 50 minutos: todos diriam, isso é impossível! Ele está maluco! Não é mesmo? O primeiro voo brasileiro deu-se em 7 de janeiro de 1910, quando Dimitri Sensaud de Lavaud realizou em Osasco, São Paulo, o primeiro voo da América Latina.

É meus amigos, é isso mesmo, o impossível não existe até ser conhecido. O avião utilizado para o primeiro voo foi idealizado na mente de seu construtor, que inclusive neste caso foi o próprio Dimitri Sensaud. Ou seja, de tanto pensar e agir no que estava na sua mente, se materializou! É meus amigos, a Fé materializa a Ciência! No nosso caso, torna possível o "impossível".

Mas antes de imaginarmos em nossas mentes o que desejamos derrotar, precisamos aprender a Amar e Perdoar, pois sem isso amigo, não surtirá nenhum efeito. Lembre-se: todo bônus gera um ônus.

A palavra amor tem inúmeros significados, dentre eles destaco como "grande afeição por outra pessoa". Bem, na verdade deveria ser: "grande afeição por qualquer pessoa" segundo o Criador, ou não?

Vencendo o impossível

Perdoar é a ação humana de livrar alguém de uma suposta culpa, uma ofensa, uma "dívida" e etc. O perdão, a rigor, é como passar uma borracha, deletar mesmo, qualquer ressentimento, rancor ou qualquer sentimento negativo sobre determinada pessoa.

O amor é a força mais poderosa do universo e não se pode perdoar sem amar o perdão. Aprenda a amar o perdão experimentando. Sabe aquela ou aquelas portas que estão fechadas na sua vida? Vá perdoando e "enxergando" as portas se abrindo na sua mente, uma a uma, e não devemos esquecer, é claro, que se não for de todo o coração, deletado mesmo, não surtirá efeito algum.

Libere seu coração para fazer de sua vida uma arte, e arte significa habilidade de se comunicar através de um desenho, pintura, fotografia, e etc., traduzindo sentimentos e visões de seus autores. Uma cor, uma paisagem, um jardim, um "fragmento da alma" do autor.

Por isso amigo leitor, a partir de agora, nesse exato momento mesmo, comece a "limpar" seu coração e pinte sua vida da forma que desejar, pois o universo já está pronto para enviar: seu desejo é uma ordem!

"Se podes?", disse Jesus. "Tudo é possível para aquele que crê." (Marcos 9)

 

Bem-vindo ao Possível artista!

Paz e Bem!

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Há pessoas que se amam de verdade, mas não estão juntas


Psicologias do Brasil – Marcel Camargo
5 Jan 2018 18:16

Não basta amar tão somente, para se ter garantia de que os finais felizes virão. O amor requer cuidados, atenção, entregas e renúncias, o que nem todos estamos dispostos a ofertar. A convivência diária é repleta de armadilhas e de desgastes que se avolumam, embaralhando os sentimentos de quem está mergulhado no compartilhamento de vidas.

Quando nos lançamos ao encontro do outro, teremos que trazer para dentro de nossas vidas tudo o que ele traz, tanto aquilo que nos satisfaz, quanto o que nos desagrada. Não existe nada que o passar do tempo não desmascara, não traz à tona, não torna claro, mesmo que à nossa revelia. Da mesma forma, estamos sujeitos a mudar de opiniões, a mudarmos nosso comportamento, pois assim é a vida. E, nesse contexto, não raro mudamos de forma a desagradar quem estava acostumado com o antigo eu.

A convivência diária acaba nos obrigando a enfrentar tudo o que somos, o nosso melhor e o nosso pior, uma vez que existem pessoas ali bem perto, que recebem imediatamente os reflexos de nossas atitudes. Porque, quando compomos uma família, já não podemos agir, sem que isso se estenda ao cônjuge e aos filhos, cujas vidas se ligam às nossas com proximidade e carga emocional intensa.

Caso não prestemos atenção aos anseios e necessidades de quem  caminha ao nosso lado, por conta da priorização exclusiva do que queremos, sem levar em conta as vidas que nos rodeiam, dormem e acordam ao nosso lado, iremos nos distanciar cada vez mais de nossa família, de corpo e alma. O amor é troca, é ida com volta, é dar e receber, ou seja, não permanecerá onde não encontre contrapartida sincera, retorno de olhares, de toques, de sonhos.

Por isso é que muitas pessoas se separam, mesmo que ainda se amem. Não deixaram de se amar, mas pararam de prestar atenção nos olhos de quem torcia ali bem juntinho, cessaram o apertar das mãos que se tateavam em vão por entre a escuridão dos lençóis frios, deixaram de construir aqueles sonhos bobos, mas essenciais à continuidade dos passos harmoniosos, dos desejos em comunhão. E assim se perderam de si mesmo e do outro.

Portanto, é necessário que sejamos mais fortes do que a dureza desarmônica do dia-a-dia e do cotidiano maçante, que muitas vezes assolam nossos sentidos, desconstruindo nossos sonhos e nos desviando de nossa busca pela felicidade junto de alguém, inclusive de alguém que já está ali do nosso lado, pronto para lutar junto, sonhar junto, crescer junto. Triste não podermos caminhar de mãos dadas com quem amamos, mas ainda mais desolador é ver o amor de nossas vidas se afastando por conta de tudo o que deixamos de fazer.

 

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A disciplina do amor


CONTI outra – Marcel Camargo
6 Jan 2018 13:42

Não basta a gente amar e pronto. O amor chega e também vai embora, caso não encontre terreno fértil, caso só se encontre preguiça, ausências e indisposição.

Lygia Fagundes Telles escreveu um lindo texto chamado "A disciplina do amor", sobre um cachorro que aguarda, até a sua morte, pela chegada de seu dono, que havia morrido na guerra. Esse tema, aliás, inspirou o filme "Sempre ao seu lado", com Richard Gere, e baseia-se na história do cão japonês Hachiko, que esperou por seu dono, na estação de trem, até morrer.

Não há quem não se emocione por uma prova tão linda de amor, por parte, inclusive, de um ser que se julgava irracional. Para além do sentimento, porém, a verdadeira lição que esse fato nos transmite vem a ser a certeza de que o amor não se sustenta por si só, ou seja, amor requer disciplina. Isso quer dizer que, mesmo em se tratando de um sentimento poderoso e prazeroso, o amor requer esforço, vontade, luta e disposição.

O cãozinho poderia simplesmente desistir de ir esperar pelo dono, vencido pelo cansaço e pelas reiteradas frustrações, porém, "disciplinadamente" (como tão bem pontua Lygia), quando chegava a hora exata, lá ia o cachorro demonstrar o seu amor, esperar pelo encontro que tanto lhe fazia bem. Ele acordava todos os dias com a esperança de rever seu dono, porque ele amava e queria amar, desejava manter o amor dentro de si. Todo dia. Todos os dias.

Não basta a gente amar e pronto. O amor chega e também vai embora, caso não encontre terreno fértil, caso só se encontre preguiça, ausências e indisposição. Tudo o que dura possui luta por detrás e lutar por um amor depende de cada um, da vontade de viver e sentir a cada novo dia, renovando-se a afetividade, como se fosse sempre a primeira vez. O amor tem uma força extraordinária, mas não sobrevive de promessas, nem do que já foi um dia e não é mais.

Amar é cuidar, regar, lutar, acordar com o propósito de sentir aquilo tudo que esse sentimento traz, sempre trouxe, desde o primeiro instante em que nos arrebatou os sentidos. É preciso ter disciplina em todos os setores da vida, inclusive nos terrenos afetivos em que acolhemos o amor verdadeiro e que alimenta as nossas esperanças. Todo dia. Todos os dias.

Imagem de capa: Reprodução

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Saia de casa e viaje o mundo


Papo de Homem - É tempo de homens possíveis. Puxe uma cadeira, a casa é sua. – Luciano Andolini
3 Jan 2018 17:20

Viajar o mundo deve, facilmente, ser um dos desejos mais introjetados na mente da nossa geração. Afinal, é maravilhoso saber que temos um mundo vasto para conhecer, cenários e culturas inimaginavelmente diferentes. 

Não é à toa que tanta gente expresse esse como o sonho da vida.

O Rafael Sette Câmara é jornalista e configurou sua vida inteira para que viagens fizessem parte do seu cotidiano. Hoje, já viajou o mundo e fundou o blog 360 Meridianos para compartilhar suas experiências. 

Aqui no Papo de Homem, já chegou a oferecer uma tarde onde ensinou como uma pessoa pode se preparar para uma viagem ao redor do mundo e vem escrevendo recorrentemente sobre o assunto.

Aqui embaixo vão seus principais textos para você também beber dessa fonte e começar a arrumar suas malas.

Como dar a volta ao mundo, passo-a-passo

"Como muitas das coisas extraordinárias da vida, essa começou numa mesa de bar. Três amigos desanimados com a profissão discutiam o futuro. Em pauta, um intercâmbio para a Índia. Decidimos encarar o desafio e ficar seis meses por lá, mas o tamanho da aventura só foi mesmo definido quando alguém, talvez já por conta da cerveja, achou que viver na Índia não era o bastante.

Se o objetivo é largar tudo para viajar, melhor fazer isso direito. Decidimos dar a volta ao mundo."

Como escolher destinos de viagem

"Como você escolhe para onde vai viajar? Seria muito mais fácil se desse para seguir aquela ideia romântica de girar um globo e ir para o país que o dedo apontasse.

Mas a vida não é assim e decisões costumam ser bem mais complicadas."

Como viajar mais, passo-a-passo | Vencendo a burocracia

"Já se foi o tempo em que viajar era algo complicado, uma aventura que uma pessoa normal, seja lá o que esse termo queira dizer, só encararia com ajuda de uma agência de viagens. Qualquer um, não importa a idade, pode cair na estrada. E pode fazer isso por conta própria, sozinho e organizando a viagem da sala de casa. Basta usar a Internet."

Como viajar mais, passo-a-passo | Como organizar uma viagem responsa

"Essa introdução é para dizer o óbvio: não adianta, meu amigo, você não vai sair desse mundo tendo conhecido tudo que gostaria. Portanto, é preciso fazer escolhas. Nos outros textos da série sobre como viajar mais falamos sobre a parte burocrática da jornada (documentos, visto, vacinas, etc) e da parte, err, complicada da viagem - dinheiro

Neste texto, a ideia é te ajudar com outra coisa nem tão simples assim: como organizar a viagem? Como montar seu roteiro?"

Como viajar mais, passo-a-passo | É hora de falar de dinheiro

"Ele, o dinheiro, é o vilão número 1 quando o assunto é viajar mais. Ou melhor, a falta dele. A não ser que dinheiro não seja um problema para você, é quase certo que terá que juntar uma poupança e economizar para cair na estrada.

Além disso, dinheiro também é um desafio em outros momentos da viagem. Quanto preciso levar? Como calcular um orçamento de viagem que seja real? E, também importante, como levar a grana comigo?

Perguntas simples, com várias respostas."

 

Sentir-se mal sem sentir-se culpado


A mente é maravilhosa – Marli Guári
7 Jan 2018 05:34

Como seria maravilhoso poder deixar de sorrir quando não sentimos vontade; dizer ao mundo que hoje não queremos sair e que não queremos companhia; que escolhemos ficar sozinhos ou, melhor do que isso, que preferimos apenas a nossa própria companhia. Eu gostaria que fosse fácil dizer tudo isso sem sentir esse nó na garganta e essa sensação estranha no estômago. Definitivamente, seria maravilhoso pode dizer isso sem sentir-se mal.

Seria muito bom se os outros aceitassem o que queremos em cada momento da vida e retornassem somente quando o cartaz de "aberto" estivesse na porta. Sem queixas e sem censuras. Às vezes precisamos nos recolher para dentro de nós mesmos para recuperarmos as forças e voltarmos renovados.

Os dias difíceis também são necessários, especialmente para aprendermos a valorizar aqueles dias melhores. A magia do contraste pode nos ensinar muito se prestarmos atenção. Porque não é suficiente saber que as rosas têm espinhos e que eles precisam ser removidos, também é necessário aprender onde estão e como agir para que eles não nos machuquem.

Talvez estejamos desanimados, desmotivados e pensamos em não fazer nada para ocupar o nosso tempo. Mas é importante aprender que depois da tempestade, a calma geralmente vem. O problema é que nem tudo acontece da forma como gostaríamos.

Mulher triste chorando

Sentir-se mal e culpado por experimentar desconforto

Sentir-se mal é mais comum do que imaginamos. Nem tudo na vida é perfeito. O que acontece é que a sociedade não nos permite mostrar o nosso descontentamento. Na verdade, isso implica de algum modo em nos sentirmos culpados pelos julgamentos e opiniões das pessoas que nos rodeiam.

Se você estiver triste e contar para os demais, eles o fazem se sentir como um "bicho raro". Alguns o veem como um inválido, outros parecem desprezá-lo e outros se sentem penalizados e se apressam para ajudá-lo a se animar… Parece que tolerar o desconforto dos outros não é tão fácil, nem tão confortável, e é preciso escondê-lo, isolá-lo ou até mesmo ignorá-lo.

Talvez o desconforto dos outros nos lembre de que também não estamos felizes; e diante de uma sociedade que pune de alguma forma a expressão desse descontentamento, não é tão fácil aceitá-lo.

Não devemos escondê-lo ou, pelo menos, não devemos nos sentir culpados se o experimentarmos. É a lei da vida. Existem dias ruins e não tem problema se forem pontuais. Eles não machucam tanto quanto parece. A sua presença apenas indica que precisamos de algo, por isso é muito importante ouvi-lo.

É muito difícil agir de forma diferente de como nos sentimos interiormente, mostrar uma imagem falsa e desenhar um sorriso que não nasce de dentro. Expressar o nosso desconforto nos ajudará a liberá-lo. Se aceitarmos que isso é necessário, não nos sentiremos culpados.

O melhor refúgio: nós mesmos

Para os dias ruins, o melhor refúgio é aquele que podemos proporcionar a nós mesmos: esse espaço de solidão, mas ao mesmo tempo de acolhimento, onde podemos desabafar sem nos sentirmos culpados. Porque de alguma forma estamos aqui para aprender a viver melhor.

Nesse lugar, podemos nos permitir um momento de recolhimento e perceberemos o que aconteceu com a nossa energia, com a nossa luz interior. Dessa forma, poderemos corrigir o que nos incomoda e voltar a ser feliz. Podemos voltar a esse refúgio sempre que precisarmos e podemos também colocar um cartaz na porta: fechado para férias, fechado para reforma, recarregando as baterias…

Mulher em meio à natureza

O nosso refúgio é o lugar perfeito para ouvirmos os gritos das nossas emoções. Aquelas que estão lá, aguardando a nossa atenção com o pretexto de serem ouvidas. Porque é inútil viver no "piloto automático", já que em algum momento o nível de alarme vai soar e, talvez nesse momento, seja mais difícil fazer os ajustes necessários.

Nós somos o nosso próprio refúgio, o apoio que nos levanta e o abraço que nos envolve. Somos o espaço ideal para deixar o desconforto fluir com a única intenção de senti-lo e compreendê-lo. É necessário dedicarmos um tempo a nós mesmos e não podemos nos sentir culpados por isso.

Deixe que o mundo continue girando "lá fora", porque poderemos voltar quando tivermos forças suficientes, sem pressão e sem exigências…

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Ansiedade dá 21 sinais no corpo e na mente: aprenda a identificar transtorno generalizado


Fãs da Psicanálise – Fãs da Psicanálise
3 Jan 2018 16:33

Semelhante a uma agonia intensa, a ansiedade é uma sensação de antecipação do futuro que surge antes de eventos importantes, como casamentos, entrevistas de empregos e encontros, sendo uma forma de o cérebro se preparar para o que vem pela frente.

Porém, o exagero nessa preocupação é anormal e pode ser um dos sintomas de ansiedade generalizada, o tipo de Transtorno de Ansiedade mais conhecido. Aprenda a identificá-lo.

Ansiedade generalizada: o que é?
De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), da Associação Americana de Psiquiatria, o Transtorno de Ansiedade Generalizada é uma doença caracterizada por sentimentos exagerados de ansiedade e medo.

O distúrbio é tão excessivo que até o eventos banais se tornam motivo para preocupação, como pequenos afazeres no trabalho, finanças e atrasos.

Em consequência, surgem sinais de ansiedade psíquicos e físicos, frutos do esforço que o corpo tem de fazer pelo estado de alerta. Ainda de acordo com o manual, a maioria dos quadros duram seis meses, mas há aqueles que duram anos e o paciente tem grande dificuldade em controlar seu impulso ansioso.

Causas
O psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, superintendente técnico da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), conta que quem sofre de ansiedade vê o mundo diferente devido a fatores genéticos que podem ou não se manifestar ao longo da vida.

Contudo, há fatos que podem desencadear crises se a doença ainda estiver na fase aguda. Segundo ele, a maioria dos gatilhos para crises estão relacionados a eventos em que houve perda, como demissão de um emprego, morte de parente, perda de referências, de liberdade, etc.

Essas situações, que podem ser tanto conscientes quanto inconscientes, criam um processo de luto, que propicia o aparecimento da ansiedade.

Já a fase crônica é caracterizada por uma ansiedade constante. Ela costuma ocorrer com quem não trata da doença logo no período agudo.

Sintomas de Transtorno de Ansiedade Generalizada

Sintomas psíquicos

  • Preocupação exagerada
  • Medo constante
  • Apreensão
  • Inquietude
  • Nervosismo
  • Dificuldade de concentração
  • Sensação de que algo ruim vai acontecer
  • Descontrole com os próprios pensamentos
  • Preocupação exagerada em relação à realidade
  • Sintomas físicos
  • Dor ou aperto no peito
  • Fadiga
  • Palpitação no coração
  • Tontura
  • Sensação de que vai desmaiar
  • Falta de ar
  • Dor de barriga
  • Diarreia
  • Fala exageradamente rápida
  • Tensão muscular
  • Dor nas costas
  • Perturbação do sono
Leia Mais: Crise econômica aumenta ansiedade e estresse

Ansiedade normal e patológica: como saber se estou com o transtorno?
Além dos sintomas de ansiedade, Dr. Geraldo explica que a principal diferença do Transtorno de Ansiedade Generalizada da sensação normal é o prejuízo social da vida do paciente. Ele é tão intenso que atividades simples, como dormir e trabalhar, se tornam extremamente difíceis.

Diagnóstico
O diagnóstico é puramente clínico, ou seja, não conta com exames a não ser a percepção e investigação médica. O profissional mais qualificado é o psiquiatra.

Ansiedade tem cura?
Segundo o profissional, ansiedade tem cura por meio do tratamento adequado. Todavia, em alguns casos surgem recidivas e em outros é preciso estender a duração da medicação, que pode ser administrada por anos.

Tratamentos
Os principais meios para tratar os sintomas de ansiedade são o uso de medicamentos psiquiátricos, que podem ser ansiolíticos ou antidepressivos, e terapia com um psicólogo, a fim de aprender a controlar o impulso ansioso.

A prática de atividades física também é benéfica, assim como orientações de dieta, visto que alguns alimentos estimulantes podem piorar os quadros, como café e energéticos.

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Metas de final de ano: fábricas de frustrações


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
3 Jan 2018 16:29

Por Erika Leonardo de Souza

Me lembro que quando eu era adolescente, eu fazia um ritual todo dia 31 de dezembro. Ficava sozinha em meu quarto, em um momento quase místico, fazendo uma lista de coisas que eu gostaria que acontecessem no próximo ano: o que eu queria ter, quem eu gostaria de ser, o que eu gostaria de fazer. Também fazia parte desse ritual, retomar a lista feita no ano anterior e checar quais itens tinham se tornado real. Era quase como verificar o resultado de uma gincana mágica ou quantos números tinha acertado na loteria. O que eu tinha feito para atingir tudo aquilo que eu desejava?

Provavelmente nada (fazia parte do jogo que a lista ficasse guardada na agenda o ano todo, eu não poderia consultá-la nos próximos 365 dias). Quando as demandas da vida adulta começaram a surgir, essa brincadeira perdeu o sentido e eu parei de fazê-la. E não foi por meio de uma resolução de final de ano. Simplesmente ela perdeu o sentido. E a verdade é que era bem doloroso olhar para aquela lista e perceber que quase a totalidade dela não tinha se tornado real.

Essas metas de final de ano que (desesperadamente) fazemos são fábricas de frustrações, pois: 1) em geral, elas não são realistas – são coisas que queremos e pronto – sequer nos perguntamos se temos os recursos para conseguir atingi-las; 2) ainda que sejam realistas, não traçamos o passo a passo de como chegar naquele objetivo; 3) não nos perguntamos quais são nossas motivações e intenções ao traçar tais objetivos (e é nesse ponto que parece que os problemas começam).

Entendo esse comportamento de traçar metas de final de ano como mais uma ação do nosso piloto automático. A maioria de nós, ao fazer essas metas, não se questiona sobre as suas motivações e intenções relacionadas àqueles objetivos que estão sendo traçados. Se realmente pararmos um momento para entrar em contato com essas intenções, talvez sentiríamos muita dor. Por exemplo, por que quero emagrecer? Para cuidar da minha saúde ou por que não me sinto amada por estar acima do peso e tenho a crença de que pessoas magras são mais dignas de amor do que pessoas obesas?

Ou então por que quero um emprego melhor? Para ter um melhor salário, talvez. Mas, por que quero ganhar mais dinheiro? Para proporcionar mais conforto para mim e para a minha família ou por que tenho a crença de que pessoas que ganham mais têm mais sucesso e, consequentemente, são mais amadas e respeitadas pelas pessoas? Afinal de contas, quero ser magro, ter mais dinheiro, ou ser amado? Para saber um pouco mais sobre como estar consciente das nossas intenções, clique aqui.

Essas metas foram traçadas para consertar algo que eu acredito que esteja quebrado ou danificado em mim? Porque não podemos nos acolher e gostar de quem somos hoje? Isso não nos impedirá de sermos o que desejamos, mas olhar para o momento presente e não brigar com quem somos, sentimos e pensamos, nossas falhas, imperfeições, fracassos é o primeiro passo na direção da pessoa que queremos ser. Afinal de contas, esse é o paradoxo da aceitação: "Só quando me aceito como sou, posso então mudar" – Carl Rogers.

Vamos ser sinceros então. O fato é que metas de final de ano podem ser um "tiro pela culatra". O que fazer então? Não fazer planos? Deixar a nossa vida à deriva, vivendo um dia de cada vez? Isso, além de não ser possível, também não seria muito útil. Nós precisamos de planos e objetivos de vida, precisamos de um norte, um direcionamento para a nossa caminhada. Precisamos de uma bússola. Sugiro então que troquemos as metas-fábricas-de-frustração por comportamentos direcionados pelos nossos valores.

Russ Harris, em "Liberte-se: evitando as armadilhas da procura da felicidade" define valores como 1) "os desejos mais profundos do nosso coração: como queremos ser, as ideias que defendemos e como queremos nos relacionar com o mundo à nossa volta" e 2) "princípios norteadores que nos guiam e motivam a prosseguir". Nossos valores são a nossa bússola, o direcionamento que precisamos ter para viver uma vida plena, que valha a pena ser vivida. Se estamos, com a ajuda de uma bússola, nos direcionando para o leste, quando chegarmos ao leste, ela continuará apontando para o leste. Dessa forma, não baseamos nossa vida em aquisições e conquistas e sim nos valores que estão subjacentes a essas conquistas. Valor é algo que nunca termina.

O autor sugere algumas perguntas que podemos nos fazer no levantamento desses valores (e eles podem ser levantados em qualquer área da nossa vida – família, saúde, trabalho, relacionamentos, etc.: "No fundo, o que é importante para você?" "Como quer que sua vida aconteça?" "Que pessoa você quer ser?" "Que relações deseja desenvolver?" "Se não estivesse lutando contra seus sentimentos ou medos, no que usaria seu tempo e sua energia?" É essa conexão com as coisas, pessoas e situações que nos são importantes que dá sentido às nossas vidas.

"Caminhante, não há caminho, se faz caminho ao caminhar" – Antônio Machado

No contexto dos nossos valores, metas podem ser entendidas como comportamentos que nos colocam em direção aos nossos valores e a boa notícia é que nós podemos e devemos traça-las! Ufa! Podemos então aproveitar esse momento de descanso, de maior contato com nós mesmos e com as pessoas que nos são queridas, da simbologia de "fim de ciclo" e nos colocar em contato com nossos valores.

Esse ano vou fazer meu ritual da adolescência de uma maneira um pouco diferente (e eu te convido a fazer a mesma coisa). Vou me sentar confortavelmente em uma cadeira ou almofada, fechar os olhos, entrar em contato com as sensações do meu corpo e da minha respiração. Em seguida, vou imaginar o meu funeral e imaginar que estou ouvindo o que eu gostaria que as pessoas que eu mais amo falassem sobre mim. O que eu gostaria que elas pensassem? Posso também imaginar que o próximo ano será meu último ano de vida. Nessa situação, quem eu gostaria de ser e o que eu gostaria de fazer? Finalizo o exercício entrando novamente em contato com a minha respiração e com o meu corpo.

Em seguida, farei uma lista dos meus valores. E só então as metas, os comportamentos a curto, médio e longo prazo que preciso ter para me colocar em direção a esses valores. E não deixarei essa lista de metas fechada na agenda, vou revisitá-la quantas vezes precisar e mudá-la sempre que as contingências se alterarem. Afinal de contas, se a vida é um barco, meus valores a bússola, o comandante sou eu.

Tem uma meta de final de ano que vale a pena, a de que possamos "pegar leve" com nós mesmos nesse próximo ano, acolhendo, momento a momento, nossas necessidades, nossas falhas, e de fato vivendo norteados pelos nossos valores, independente dos resultados. Kristin Neff, uma psicóloga americana que faz pesquisas sobre autocompaixão, diz: "É como se quando algo dá errado, isso fosse anormal. Não era para ser assim. Algo deu errado, mas… é esse o caso? Algo dá mesmo errado? Algo é anormal? Não! Não, é assim que é a vida! A vida dá errado. Ninguém aqui assinou um contrato antes de nascer nesse mundo dizendo "eu serei perfeito", "minha vida será perfeita" (…) Nada deu errado. Sim, é doloroso, mas é normal, é natural".

Imagem de capa: Shutterstock/stockfour

TEXTO ORIGINAL DE COMPORTE-SE

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Quem está satisfeito com as próprias escolhas não se mete nas escolhas alheias



Seria pedir demais que cada pessoa vivesse a sua realidade e suas escolhas e respeitasse as escolhas das demais? Sinceramente, quando a gente pensa que a humanidade está evoluindo, percebemos um grande retrocesso, nunca a temática diversidade foi tão defendida e debatida, entretanto, na prática, a realidade é outra. Em pleno 2018, ainda existem pessoas que atribuem o caráter de uma pessoa ao estado civil dela, dessa forma, uma pessoa divorciada é vista como alguém irresponsável, egoísta e sem valores morais.

Ninguém quer saber, ao certo, o motivo que está por trás da ruptura de um matrimônio, mas muitos estarão ávidos por julgar e discriminar os envolvidos nela. E o que dizer das pessoas que são discriminadas por serem solteiras? Será que a hipocrisia chegou ao nível máster de querer nos empurrar goela abaixo que todos os casados são felizes? E o casal que optou por não tem filhos? Ah, esse é visto como anormal e, no melhor, das hipóteses, muito egoísta.

Daí vem uma pergunta: será que todos os casais que colocaram filhos no mundo estão fazendo o seu melhor por eles? Será que tiveram filhos por um desejo real ou por receio de serem pressionados pela sociedade? É justo colocar uma vida no mundo sem a devida motivação de dedicar-se a ela? Hipocrisia à parte, penso que seria melhor evitar a maternidade/paternidade a colocar uma criança no mundo para sofrer, dentre outros abandonos, o abandono afetivo.

Vivemos numa sociedade onde, no geral, as pessoas estão muito focadas na vida alheia, muitos, presunçosamente, querendo impor o seu modo de viver como a referência do que seja o ideal.

Eu não sei de onde surgiu a crença de que uma pessoa solteira é infeliz, bem como não sei a origem da premissa de que, uma vez casada, tomará posse da felicidade, automaticamente. Existem tantos casamentos de fachada, no qual os envolvidos enxergam um ao outro alguém para descarregar o que tem de pior dentro de si. Mas, são essas pessoas, as primeiras a se incomodarem com alguém que tem a coragem de sair de um casamento infeliz e falido.

Seria uma frustração ao notar que alguém ainda é capaz de tomar uma atitude em prol da própria felicidade enquanto elas ficam lá acovardadas vivendo um casamento miserável? Por que será que é tão difícil para algumas pessoas respeitarem as opções dos outros? Seria tão bacana um mundo onde os solteiros vivessem em paz, sem aquelas perguntas e insinuações tão inconvenientes do tipo: "o tempo está passando", "daqui a pouco não vai poder ter filho"…e daí? Especialmente sobre a cobrança às solteiras: quem disse que o sonho de consumo de toda mulher é casar e ter filhos? Outra coisa: pode ser que exista, sim, a solteira que queira se casar e ser mãe, mas ainda não deu certo de ela encontrar a pessoa e a coisa acontecer, nesse caso, é bom ter o bom senso de respeitar também, certamente essa pessoa já está lidando com as próprias cobranças e angústias, então seria sensato poupá-la das cobranças externas, não é mesmo?

Uma coisa é fato: uma pessoa que esteja, de fato, feliz com a vida que leva não teria razões para se incomodar com a vida do outro. Basta pensar: que prejuízo terei pelo fato de alguém ser solteiro, divorciado, casado ou amigado? Então, não há razões para ninguém se incomodar, não é mesmo?

Relatei as interferências e preconceitos referentes ao estado civil, mas isso é perfeitamente aplicável às demais escolhas das pessoas: religião, opção sexual, modo de criar os filhos, etc. Que cada um de nós possa contribuir para uma sociedade onde prevaleça o respeito às diferenças, acho que isso não é querer demais e é plenamente possível.

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As 5 linguagens do amor segundo Gary Chapman


A mente é maravilhosa – Sara
3 Jan 2018 15:43

Todos nós sabemos que o amor tem mil formas de se expressar, e é provável que todos nós conheçamos alguém que expressa seu amor de maneira diferente da nossa; no entanto, isso não faz com que deixe se ser amor. Às vezes também encontraremos pessoas que parecem não amar; nesse sentido, a chave é que eles utilizam diferentes linguagens do amor ou uma forma desconhecida para nós.

O amor, assim como a linguagem, tem muitas nuances. É por isso que Gary Chapman, no ano de 1995, se dedicou a descrever os 5 tipos que ele acreditava que poderiam existir na linguagem do amor, tanto na forma de expressá-lo quanto na forma de recebê-lo.

Nós, geralmente, temos dois tipos de linguagem com as quais nos sentimos mais confortáveis ​​para nos expressar e com as quais entendemos melhor o amor que chega até nós. Pode existir a possibilidade de que expressemos o amor com um tipo de linguagem, mas preferimos outra para recebê-lo. As 5 linguagens do amor que este autor descreveu são:

As 5 linguagens do amor

1. Contato físico

O contato físico é uma das linguagens do amor mais simples para se comunicar, já que não precisa de palavras. As pessoas que preferem essa linguagem gostam de carícias, abraços e se sentem confortadas nos braços dos outros ou de mãos dadas. As crianças pequenas, quando este é o tipo de linguagem que prevalece, sentem alívio ao serem seguradas ou pegas no colo, gostam de massagens ou quando sentam umas em cima das outras.

As crianças mais velhas (especialmente meninos entre 7 e 9 anos de idade) que demonstram esse tipo de amor podem expressá-lo de maneiras únicas, seja com brigas, lutas, futebol, basquete, mas continua sendo o contato físico o que faz com que se sintam amados.

Casal se beijando

2. Palavras de afirmação

Quando são as palavras que tomam importância, o amor se escreve nesta linguagem. Aqui estão as pessoas que precisam das palavras de carinho, dos elogios, da calma através de um bom discurso, da motivação com fragmentos bem escritos. Sua maneira de expressar estará mais definida com cartas de amor, na qual se sentem livres para expressar através de palavras tudo que sentem.

As palavras têm um poder incrível em nós e deixam sua marca em nosso comportamento, mesmo que apareçam apenas de forma fugaz. Elas nos tornam conscientes do poder que temos através das palavras, nos fazem criar um mundo novo para expressar e receber afeto e carinho.

3. Tempo de qualidade

Dedicar tempo às pessoas que amamos é uma maneira de expressar o que sentimos por elas. Procurar em nossas agendas tempo de qualidade, completo e pleno, dedicados de corpo e alma para a pessoa que nos acompanha. Desta forma, o que fazer deixa de ser tão importante e aquele com quem se faz se torna mais importante.

4. Presentes

Há pessoas que gostam de presentear e ser presenteadas. Não precisam ser objetos materiais ou de alto valor, aqui será relevante o tempo pensando sobre o que dar, o amor com o qual se presenteia e se permite conhecer mais sobre a pessoa através de detalhes. O presente será uma maneira de expressar amor pelo outro, mas nunca uma forma de conseguir algo.

Casal apaixonado sentado na grama

5. Atos de serviço

Esta categoria descreve os atos ou tarefas que o outro realiza como forma de comunicar o que sente. Os exemplos que nos vêm à mente são diversos: preparar a comida com amor, cuidar da casa em que moram, cuidar do outro quando fica doente. São atos simples, mas que demonstram interesse no outro.

Conhecidas as cinco linguagens do amor que este autor descreveu, agora pode ser mais fácil ver que nem sempre o amor é expressado da mesma forma para e por todos, que o amor tem diferentes línguas e que conhecê-las abre portas para saber como amar com mais letras.

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A ansiedade, uma infeliz viagem de montanha-russa


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
3 Jan 2018 15:59

Ansiedade: os sentimentos fora de foco, a sensação de que tudo está fora de controle, o pensamento de que tudo é negativo, a tensão constante, o nervosismo, a preocupação excessiva, a agitação, a insônia, o tremor nas pálpebras, a dificuldade de concentração…

Todos estes indicadores podem sugerir ansiedade e constituir um problema se ocorrerem de uma determinada forma e com certa freqüência em uma mesma pessoa. Mas este não é um mal de poucos, e sim de muitos. De fato, cada vez é mais comum em nossa sociedade.

Nesta ocasião vamos ressaltar formas de reconhecer e compreender a ansiedade identificando-a através das sensações que ela gera.

Sensações geradas pela ansiedade

A ansiedade, essa sensação de que o peito encolhe, que nos esgota, que nos bloqueia e nos inquieta, que nos gera um buraco no estômago, que nos deixa imóveis e nos invade. Uma briga estarrecedora de sensações, pensamentos e comportamentos que toma conta tanto a nível psicológico quanto físico.

A ansiedade nos alerta de que devemos atentar para alguma coisa em nossas vidas; ou seja, que alguma coisa está acontecendo e que merece a nossa atenção. Por isso, a princípio precisamos destacar que não é insana em si mesma, ainda que seja negativa.

Em outra ocasião, explicamos como a ansiedade é um monstro que se alimenta de nossa adrenalina e ao qual nós oferecemos, dando-lhe atenção e importância, um suculento manjar. Acontece que quando alguma coisa provoca certo grau de ativação (seja um pensamento, uma visão, uma conduta, etc), a nossa adrenalina começa a ressurgir e o nosso monstro da ansiedade acorda ao sentir ao cheiro da sua comida.

A princípio é positivo pois pode, por exemplo, nos ajudar a não cair de uma escada: contudo, se deixarmos que o monstro não possa adormecer novamente, o que fará é se alimentar da adrenalina que encontrar e, portanto, ficará cada vez maior, consumindo as nossas energias e provocando um intenso temor.

Uma metáfora para compreender a ansiedade

Você está em uma parque de diversões e vê uma montanha-russa que você adora. Com a intenção de aproveitar o momento, entra na fila para comprar o bilhete. O sol esquenta e faz calor, de modo que quando finalmente você consegue o seu bilhete, já está cansado.

Mas isso não importa, afinal você está em um parque de diversões! Então você se senta no vagão e se propõe a se divertir. Contudo, de repente, um operário vestido de palhaço dá uma vassourada na sua cabeça que deixa você com uma dor intensa. Isso desanima você mais ainda.

Para arrematar a situação, o seu vagão dá um giro rápido de 360º, e o que no início seria uma diversão, já não parece tão bom assim. Os seus pensamentos se debatem, rodam e rodam. Você não consegue parar e a tensão é contínua e você sente que o seu coração vai parar a qualquer momento. Você sobe e desce, passa por um túnel escuro várias vezes, perde o controle e o seu estômago está de ponta cabeça.

Você tem vontade de descer, mas não tem jeito de fazer isso. Você grita, chora, xinga, engole saliva e sente o seu coração palpitar fortemente. Contudo, ninguém pode ajudá-lo a sair dessa situação, todos os esforços são inúteis.

Finalmente a viagem termina. Você sai dali entorpecido com o medo intenso, sem poder pensar com clareza, profundamente esgotado e com a sensação de ter sido remexido por uma escavadora.

Sentir ansiedade é como subir em uma montanha-russa e a viagem não ser divertida.Você sabe que tanto a viagem quanto o ataque vão acabar cedo ou tarde, sabe que tem um pico de altura e que a partir dali só pode reduzir a intensidade. Contudo, passa muito mal, incomoda em excesso, e faz você se sentir como em uma nuvem tempestuosa que o despoja dos seus pertences e inclusive da sua identidade.

Se em algum momento você sofrer de "ataques de ansiedade ou pânico" é bom ter em mente esta metáfora. Ou seja, é muito importante lembrar que, quando aparecer, sumirá por si mesma como fumaça pela porta por onde entrou, pois é somente uma questão de tempo.

Imagem de capa: Shutterstock/aijiro

TEXTO ORIGINAL DE A MENTE É MARAVILHOSA

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