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domingo, 7 de janeiro de 2018

A neurobiologia da resiliência


A mente é maravilhosa – Daniela Corcuera
5 Jan 2018 16:55

A neurobiologia da resiliência é a área de estudo que explica, do ponto de vista biológico, um dos processos mais fascinantes do ser humano. Nesse processo, as pessoas conseguem enfrentar os fatores estressantes provenientes de situações desfavoráveis com sucesso, para se adaptarem melhor a uma realidade complexa, investindo também em saúde emocional e reduzindo o impacto de episódios traumáticos.

A palavra "resiliência" representa um conceito que vem ganhando protagonismo nas últimas décadas. O termo e o seu significado inspiram, satisfazem, inclusive muitas pessoas leem sobre ela e tentam desenvolvê-la. No entanto, existe um aspecto que continua despertando a curiosidade dos neuropsicólogos.

Por que existem pessoas que enfrentam situações complexas e a adversidade com mais eficácia e outras, no entanto, ficam submersas em um estado de desamparo permanente? Por que essas pessoas podem ser, inclusive, o mesmo indivíduo em dois momentos diferentes da vida?

"O mundo quebra a todos, e depois alguns ficam mais fortes nos lugares quebrados".
–Ernest Hemingway-

Vemos isso muitas vezes e nas mais diversas formas. Por exemplo, no caso de três irmãos, três crianças que passaram pela perda traumática de um ou ambos os pais. Sob as mesmas circunstâncias e no mesmo entorno, esses garotos podem crescer mostrando um padrão de comportamento muito diferente. Algum deles vai levar essa ferida traumática mostrando comportamentos problemáticos, baixa autoestima, ansiedade, dificuldades de aprendizado, etc.

Outro irmão, contudo, pode desenvolver uma atitude mais acertada, mantendo o equilíbrio psicológico apesar do golpe. Tudo isso nos obriga a perguntar o porquê. Quais mecanismos neurobiológicos favorecem que alguns sejam mais ou menos resilientes?

A neurobiologia da resiliência ou a capacidade de tolerar o estresse

Falar de resiliência sugere uma referência necessária à nossa capacidade de enfrentar o estresse, utilizando-o a nosso favor. Nesse sentido, se ressalta uma ideia: nosso cérebro é, acima de tudo, um detector de informações ameaçadoras.

Uma das nossas prioridades é sobreviver e, portanto, no dia a dia e quase sem perceber, não fazemos nada além de processar aspectos que nos preocupam, antecipando fatos negativos que ainda não aconteceram e eliminando todo tipo de riscos ou desequilíbrios do entorno que possam nos afetar em algum aspecto: físico, social, emocional, etc.

Os especialistas em neurobiologia da resiliência dizem que o estresse moderado ou "eustresse" é o melhor de todos: nos prepara para a ação. Porém, quando as preocupações, os medos, a lembrança do passado e a ansiedade pelo futuro nos torturam, esse "distresse" se torna crônico e altera o cérebro na sua genética e neurologicamente. É aí que aparecem os problemas mentais, a infelicidade e a incapacidade na hora de adaptação a contextos, já complexos por sua própria natureza.

"Por outro lado, e apesar de todos sabermos que o controle do estresse pode ser treinado do mesmo modo que a resiliência, existem pessoas que nascem com essa capacidade de forma natural e existem também aquelas que apresentam sérias dificuldades na hora de enfrentar até os pequenos problemas, os mais cotidianos. A razão disso? A neurobiologia da resiliência indica que existem cérebros mais ou menos 'resistentes' ".
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A neurobiologia da resiliência

Substâncias hormonais e neurotransmissoras na resiliência

No começo de 2016, a revista "Nature" publicou um estudo interessante sobre a neurobiologia da resiliência. Este artigo explica que esta capacidade está vinculada a uma série de áreas cerebrais bem concretas: o neocórtex cerebral e, no nível subcortical, o complexo amigdalóide, o hipocampo e o locus coeruleus.

O mais fascinante e chamativo é, sem dúvida, a atividade a nível hormonal e dos neurotransmissores, que favorece ou dificulta a capacidade de ser resilientes.

  • A dehidroepiandrosterona (DHEA) tem a capacidade de regular o impacto do cortisol no cérebro. As pessoas que têm um déficit neste tipo de hormônio serão, portanto, menos resilientes.
  • O cérebro tem dois tipos de receptores para o estresse. Um deles se ativa antes, com pequenas quantidades de cortisol, e logo estimula o hipocampo para incrementar o vestígio das lembranças.
  • O outro receptor se ativa mais tarde e quando existe um nível mais elevado de cortisol no sangue. Este fato, que estimula em maior grau esse segundo receptor, afeta a qualidade da memória. As pessoas resilientes mostram um nível mais alto de cortisol no organismo e, portanto, reagem a este tipo de receptores.

Crianças orquídeas e crianças dente-de-leão

Um dos fatores mais comuns que podem diferenciar as pessoas menos resilientes são as suas experiências precoces. Assim, uma infância marcada pela insegurança, pela carência afetiva, pelos maus-tratos ou um fato traumático pontual gera na criança um estresse prejudicial que influencia o seu posterior desenvolvimento cerebral.

Assim, dentro da neurobiologia da resiliência costuma-se diferenciar também as crianças orquídea das crianças dente-de-leão:

  • As primeiras são aquelas que descrevemos antes, as crianças que vivenciaram uma infância traumática. Porém, junto com a influência do entorno, podemos acrescentar a epigenética. Algo que se está constatando, por exemplo, é que as mães sofrem cada vez mais com o estresse emocional. E querendo ou não, esses níveis de cortisol chegam ao feto e alteram as conexões dos neurônios nas amígdalas do bebê.
  • Por outro lado, as crianças dente-de-leão são aquelas que, por diversas razões, são muito mais resistentes ao estresse. A herança genética herdada do pai ou da mãe, ao serem criadas com segurança, em um círculo social favorável, determina, sem dúvida, uma atitude mais resiliente em relação à vida e suas dificuldades.

Menino feliz em plantação

Para finalizar, e tal como mostra a neurobiologia da resiliência, a capacidade de poder contar em maior ou menor grau com este atributo depende, à primeira vista, de uma série de hormônios e de neurotransmissores, da epigenética e da qualidade de nossa infância. Esses fatores podem parecer, sem dúvida, um pouco "deterministas"; no entanto, como indicamos anteriormente neste artigo, a resiliência também é aprendida, desenvolvida e aplicada.

Exemplo disso são os estudos sobre a neuroplasticidade cerebral e a respeito de como o fato de começar novas condutas, de assumir novos esquemas de pensamentos e atitudes, pode fazer do cérebro um órgão muito mais resistente. Não devemos esquecer que sempre é bom investir mais em nós mesmos, para aprender a enfrentar com mais energia, força e otimismo as pequenas e grandes dificuldades.

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7 grandes benefícios de chorar


Psicologias do Brasil – Psicologias do Brasil
5 Jan 2018 16:46

Quando vemos outra pessoa chorando, acreditamos que ela está sofrendo ou passando por dificuldades. No entanto, chorar não serve somente para mostrar nostalgia, tristeza, pena, dor ou raiva, mas também nos ajuda a expressar felicidade ou alegria. Diversos estudos destacam os inúmeros benefícios de chorar para o bem-estar físico e emocional das pessoas.

O choro nos permite demonstrar como nos sentimos em cada momento, e esses sentimentos não precisam ser negativos. Chorar é natural, conveniente e mais comum do que as pessoas pensam. O fato de chorar menos não quer dizer que a pessoa seja mais forte ou estável psicologicamente. Na verdade, os benefícios do choro são muitos e, neste artigo, mostraremos alguns dos mais importantes.
Nem todas as lágrimas são iguais

As pessoas produzem três tipos de lágrimas. Cada uma tem uma composição diferente, dependendo da função que está executando e da sua origem. As lágrimas basais são principalmente proteicas e permitem manter os olhos úmidos após cada piscada. As lágrimas reflexas são desencadeadas por agentes externos, como a fumaça ou o vento. A sua finalidade é proteger os olhos contra a irritação.

Finalmente, as lágrimas emocionais são liberadas em resposta a uma série de emoçõese são aquelas sobre as quais nos referimos quando estamos chorando. Elas contêm elementos neuromoduladores (prolactina, hormônios adrenocorticotróficos e leucina-encefalina) que funcionam como analgésicos naturais.

Principais benefícios de chorar

As lágrimas têm um efeito calmante

Chorar nos ajuda a relaxar, a liberar emoções e a desabafar, mas também nos permite mudar e reduzir uma condição subjacente muito profunda: as crises de angústia. Ou seja, elas têm um efeito direto e participam do autocuidado nas pessoas.

Isso ocorre porque o choro ativa o Sistema Nervoso Parassimpático (SNP), que é responsável pela manutenção ou promoção do relaxamento e descanso do corpo após um esforço. Por sua vez, a ativação do SNP desencadeia uma série de reações no nosso corpo, atuando sobre o nível do estresse e participando da regulação metabólica.

Chorar alivia a dor, melhora o humor e o sono

Um estudo de 2014 concluiu que as lágrimas emocionais liberam duas substâncias essenciais para que as pessoas se sintam bem: a oxitocina e as endorfinas. Desta forma, o nosso desconforto tanto físico quanto emocional é aliviado, porque esta explosão hormonal gera uma sensação de prazer e de profundo bem-estar.

Muitas vezes, depois de chorar, soltamos uma gargalhada ou mantemos um sorriso no rosto. Como isto pode acontecer se, até um momento atrás, estávamos molhando lenços? Porque a oxitocina e as endorfinas liberadas contribuem, por sua vez, para melhorar o nosso humor. Os seus efeitos relaxantes, o seu impacto positivo no humor e o alívio da dor podem ajudar as pessoas a dormirem melhor e adormecerem com mais facilidade.

As lágrimas nos livram das bactérias

A lisozima, uma enzima que está presente nas lágrimas, desempenha um papel essencial para as pessoas. Atua como uma barreira antibacteriana porque altera e desfaz as paredes das bactérias. Portanto, no nível físico, é uma maneira muito eficaz e natural de combater estes organismos e manter os nossos olhos limpos, lavando essa região de dentro para fora.

De fato, algumas pesquisas afirmam que a lágrima ajuda a proteger os olhos contra substâncias como o antraz e a superar a resistência que as bactérias desenvolveram contra os antibióticos.

Chorar um é calmante natural: reduz a ansiedade e o estresse

Este é um dos melhores benefícios de chorar. Já vimos que, quando choramos, liberamos uma série de substâncias através das lágrimas. Assim, quando choramos em consequência do estresse, as lágrimas liberam uma série de substâncias químicas que são "a causa" desse mesmo estresse. Paradoxal, não é mesmo?

Por exemplo, quando choramos, os níveis de manganês diminuem; um mineral estreitamente relacionado aos estados de ansiedade, nervosismo ou agressividade. E também eliminamos a adrenalina e a noradrenalina, substâncias que secretamos em maior quantidade nas situações de estresse ou perigo.

Chorar é um apelo à empatia

Normalmente, quando uma pessoa vê outra pessoa ao seu redor chorando, sente empatia por ela e tenta consolá-la. Nós tendemos a pensar que ela precisa de ajuda porque uma tragédia aconteceu, porque algo a machuca demais ou porque está profundamente angustiada. Em qualquer caso, o seu choro nos atrai.

Outro dos benefícios de chorar é que as lágrimas podem ajudar a obter conforto e apoio das pessoas próximas. Isso responde a um comportamento elementar de apego. De fato, a partir dessa perspectiva, chorar é uma espécie de "chamada de atenção" ou uma maneira de obter um benefício social ou interpessoal.

Chorar nos ajuda a nos conhecermos melhor

Alguns autores, como Michael Trimble, afirmam que existe toda uma "ciência do choro".Isso poderia explicar, por exemplo, por que algumas pessoas são mais propensas a chorar do que outras. Outros especialistas, como Ad Vingerhoets, dizem que o número de vezes que alguém chora depende de dois traços específicos de personalidade: empatia e neuroticismo.

Em ambos os casos, se conhecer melhor é um dos grandes benefícios de chorar. Às vezes chorar é considerado um sinal de fraqueza, quando na realidade pode ser um sinal de força emocional. As lágrimas dizem muito sobre nós. Elas nos permitem saber quais são as nossas fraquezas ou vulnerabilidades, quando e quanto precisamos dos outros, o que nos afeta mais e as nossas necessidades.

Por tudo isso, podemos deduzir que chorar é bom para a saúde. Ao tentar conter as lágrimas, estamos bloqueando essa limpeza emocional de que tanto precisamos. Portanto, não sinta medo, temor ou vergonha de expressar o que sente por dentro. Vamos liberar a nossa angústia, dor ou alegria!

Imagem de capa: Shutterstock/Photographee.eu

TEXTO ORIGINAL DE A MENTE É MARAVILHOSA

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Felicidade, Facebook e solidão contemporânea


Psicologias do Brasil – Erick Morais
5 Jan 2018 17:16

Ou você está no "face" ou não está no mundo. Essa é a era da comunicação, em que se deve estar conectado para que haja o sentimento de pertencimento ao grupo. Todos vivemos na chamada grande rede e nela tudo parece fazer sentido, afinal, todos estão sorrindo. A rede parece garantir a felicidade, logo, se você não está na rede, você não só não está no mundo, como também não é feliz. Mas será que essa "felicidade facebook" é real?

Como dito, no face, todos estão sorrindo (você já viu alguém triste?), tudo parece fazer sentido, é como se a vida real tivesse se tornado uma extensão, um plug-in da rede, melhor, um aplicativo que se baixa no play store. Entretanto, se a vida se deslocou para o face, se a felicidade está no face, o que acontece na vida real?

Esses são questionamentos para quem conseguiu manter-se na superfície. A resposta para as perguntas é simples – a "felicidade facebook" não é real e apenas esconde a solidão em que nos encontramos. O sucesso do facebook é determinado pela facilidade em desconectar, de modo que não há uma preocupação em criar laços, mas apenas em se manter "conectado". Sendo assim, como não crio laços, tenho a necessidade de o mundo me oferecer algo novo o tempo inteiro.

Em outras palavras, passamos pela vida sem que nós e os outros tenham importância e, portanto, tentamos substituir a qualidade dos relacionamentos pela quantidade. Desse modo, precisamos postar 48 fotos por dia, como se precisássemos da aprovação do outro, quando, na verdade, vivemos apenas uma representação e, diante disso, não vivemos nada.

Ou seja, como, na verdade, não sou feliz, preciso compartilhar tudo, a fim de que, pelo olhar do outro, haja a aprovação de que a minha vida possui o valor necessário para se sustentar. E, como todos vivem uma fantasia, todos mentem uns para os outros, como se fosse condição necessária para manter a felicidade de todos.

Pelo medo de encarar o vazio que nos tornamos, preenchemos esse vazio com ligações e wathsapp. Assim, toda barafunda do facebook é apenas para esconder aquilo que eu não quero ver, isto é, o meu vazio e como estamos cada vez mais sozinhos, muito embora, paradoxalmente, viva-se na era da grande rede, tenho a necessidade de postar e compartilhar o maior número de coisas a fim de que os likes preencham o meu vazio existencial.

É preciso que as pessoas curtam a vida que eu não estou curtindo; digo mais: é condição necessária ter pessoas legitimando aquilo que eu gostaria que fosse, para que o teatro seja mantido. Buscando o melhor enquadramento nas fotos, escondo o vazio que sou, a solidão que atormenta e o distanciamento das relações.

Essa urgência em ter pessoas legitimando aquilo que eu gostaria que fosse me impede de refletir sobre a própria vida, ou seja, não há uma tomada de consciência, em que o indivíduo é o dono do próprio destino, já que está sempre submetido ao espetáculo, pois este garante aplausos, mesmo que não passe de uma simulação.

Enquanto não acordarmos, estaremos mais ligados à internet, ao teatro, mais sozinhos e, portanto, desligados do real e das pessoas. É necessário ter a consciência do ser, pois não é fingindo ser, e, logo, não sendo, que há relações, tampouco felicidade, pois essa reafirmação de um eu que não existe implica apenas a solidão que nos aflige e as ilhas emotivas que nos tornamos.

Imersos nesse espetáculo, talvez não consigamos perceber que, quanto mais desesperados por likes, mais sozinhos estamos e que, embora a internet e o facebook sejam instrumentos poderosíssimos, os quais podem ser utilizados como ferramentas de aproximação, estamos os usando em troca da vida real e, pior, por uma vida que não existe.

Esse desespero por likes só representa indivíduos cada vez mais solitários. Isso acontece pela dificuldade em estabelecer relações reais e, por conseguinte, fortes; de encarar a si mesmo, a própria consciência, e admitir que a vida não está passando de uma encenação.

A "felicidade facebook" representa uma sociedade doente, mas que busca esconder-se. É necessário coragem para encarar-se e viver o que realmente somos, dizer o que realmente estamos sentido, fazer da rede uma extensão da vida real e não o contrário. Sabemos o quanto isso é difícil, pois temos medo de nos encarar, mas, enquanto esse medo não for superado, continuaremos alimentando o palco em que a vida se transformou, pois, como diz o poeta:

"Esse mundo é um saco de fingimento."

Imagem de capa: Shutterstock/tongcom photographer

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Essa moça é diferente


CONTI outra – Nat Medeiros
5 Jan 2018 15:38

Ela pode até não parecer, mas é uma moça vulcânica no sentir. Equilibrada no falar. E um tanto quanto reservada no demonstrar. Sim, às vezes ela tem medo de deixar à mostra o que guarda lá dentro. Ela aprendeu a se conter como forma de não sofrer muito. Ela é profunda, mas é sensata.

Essa moça, às vezes, frequenta multidões, mas é em lugares pacatos que ela gosta mais de estar. Onde seus pensamentos podem ganhar voz, sem julgamentos e impedimentos. Ela não faz questão de que a aceitem. Mas não abre mão de que permitam ser ela mesma, sem máscaras. Afinal, é nisso que consiste a essência do ser. Pra ela, não há razão em estar aqui senão for pra ser quem realmente se é.

Ela, às vezes, me confunde pois possui traços de delicadeza com um quê de fortaleza. Dentro dela existem sonhos tão leves e simples, tão belos e raros que eu quase acredito que estou em um filme francês ao cruzar o meu caminho com o dela. Simultaneamente, ela é a intensidade de um filme de Almodóvar, ela é a presença de alguém que chega e se nota.

Poesias, músicas, livros e versos são apreciações que ela possui. Ouso dizer que Los Hermanos canta alguns dias da sua vida, mas é de Chico Buarque, (Ah, Chico!) que ela gosta mais.

E por falar em gostar, quando ela gosta, ela tem certezas, jamais dúvidas. No silêncio dos dias de solitude, ela aprendeu a se conhecer. Ela não ignora o que diz suavemente o coração. Embora seja fato que ela também tenha medos. Ainda assim, essa moça opta por escutar o que vem de dentro já que o quem vem de fora muitas vezes não vai de encontro à sua alma. E pelo que eu percebo é a sua autenticidade que vai levá-la além.

É no silêncio do quarto que ela encontra a si mesma. É na multidão que às vezes ela se sente só. É no mar ou na cachoeira que ela se diverte. É o barulho da chuva que mais a encanta. Há quem diga que ela é fechada, inacessível… Mas ela é apenas alguém que valoriza sua intimidade. É pra poucos e bons que ela se abre. É pra ainda mais poucos que ela se doa. Por fora ela é até comum, mas por dentro… Ah, por dentro ela é diferente!

Imagem de capa: Zolotarevs, Shutterstock

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Como ser mais carismático


A mente é maravilhosa – Marli Guári
7 Jan 2018 05:04

Algumas pessoas têm o dom de fazer com que nos sintamos importantes e especiais. São aquelas que, quando entram em uma sala, fazem tudo parecer mais brilhante. Não dá para negar: algumas pessoas são naturalmente carismáticas. Diante delas, você pode se perguntar como é possível ser mais carismático.

A nossa presença, facilidade de se expressar ou a personalidade influenciam a maneira como somos considerados e vistos pelas outras pessoas. Dessa forma, alguns de nós somos percebidos como mais carismáticos, outros como menos influentes e mais tímidos. Mas, podemos de alguma forma moldar a nossa personalidade? É possível ser mais carismático e obter esse magnetismo natural para atrair os outros?

Embora outras qualidades possam ser mais difíceis de desenvolver, qualquer pessoa pode se tornar mais carismática se assim desejar. Você quer saber como? Neste artigo lhe daremos algumas dicas.

As pessoas carismáticas exalam bom humor, elegância e harmonia

Se tentarmos definir "carisma", provavelmente lembraremos de muitos nomes de pessoas importantes ou famosas. Por exemplo, Meryl Streep, Winston Churchill ou Barack Obama. O que todos eles têm em comum?

Meryl Streep

As pessoas carismáticas são capazes de despertar a nossa atenção e admiração; nos identificamos com elas imediatamente. Elas têm um magnetismo único que atrai os outros e uma autoconfiança que cativa. Poderíamos passar horas conversando ou simplesmente desfrutando da sua companhia.

São pessoas que chegam em qualquer reunião social e se tornam o centro das atenções. Tudo isso sem muito alarde ou excessos, mas simplesmente por estarem lá. O que as torna tão especiais?

5 dicas para ser mais carismático

Transmitir confiança

A primeira coisa que você tem a fazer é demonstrar para as outras pessoas que elas podem contar com você. Fale com elas, mantendo contato direto com os olhos na maior parte do tempo. Não é recomendável que as encare o tempo todo, porque elas podem se sentir intimidadas ou incomodadas.

"Não é apenas uma questão de ser, mas também de se comportar como tal".
– Jay A. Conger –

Os seus gestos também devem transmitir calma e tranquilidade. Os seus movimentos devem ser harmoniosos, sem demonstrar nervosismo ou preocupação. Se um líder perde a sua credibilidade, é difícil ser considerado como uma referência novamente. Então, mantenha-se tranquilo e seguro!

Você pode ensaiar na frente do espelho antes de fazer um discurso ou uma apresentação em público. Dessa forma, disfarçará aqueles pequenos detalhes que, em última análise, são os que geram desconfiança.

Utilize uma linguagem culta, mas acessível

É essencial demonstrar que você é uma pessoa preparada e que possui um vocabulário rico e variado. As pessoas carismáticas são bons comunicadores e conseguem que os outros apreciem as suas ideias. Para isso, utilizam uma linguagem comum, de fácil compreensão e acessível a todos, mas demonstrando conhecimento e experiência sobre o assunto tratado.

Seja especialmente cuidadoso com as palavras. Não utilize palavras muito complicadas, pomposas ou técnicas. Isto pode fazê-lo parecer prepotente ou arrogante.

Você deve sempre respeitar quem está falando e não interromper, mesmo que não concorde com o que está sendo dito. Além disso, é conveniente que você não critique os outros. É melhor utilizar engenhosidade e criatividade para fornecer outra visão sobre o assunto ou enriquecer o ponto de vista do outro.

Mostrar-se gentil e bem educado é básico para que as suas palavras sejam respeitadas e o público preste atenção ao que você diz. É recomendável que você fale "nós" e não "eu", porque dessa forma os outros sentirão que os objetivos são comuns.

Reunião de negócios

Utilizar um volume de voz médio e acentuar a entonação

Quantas vezes ouvimos alguns políticos dizendo frases sem sentido e nós os aplaudimos simplesmente por causa do tom que eles usaram! O que dizemos é tão importante quanto a forma como dizemos.

O segredo é não hesitar, falar de forma segura, com um ritmo constante. As pausas que fizer captarão a atenção dos ouvintes. Portanto, tente introduzir pausas depois das mensagens importantes que você deseja que permaneçam na mente do seu público.

Falar muito rápido ou muito lentamente, utilizar um tom muito agudo ou grave, produz desconfiança ou irritabilidade. Para pronunciar as palavras-chave do seu discurso, você pode aumentar um pouco o volume, de modo que pareça natural.

Postura ereta

A maneira como você se posiciona diante dos outros é muito importante. Você deve manter a cabeça erguida, e se quiser enfatizar algo, pode levantar o queixo ligeiramente.

É importante não encolher os ombros e mantê-los na mesma altura. Não é necessário se mostrar rígido como "um pedaço de pau", mas permanecer ereto e firme. Esta posição é coerente com a tenacidade e o inconformismo das pessoas carismáticas: o seu descontentamento as leva a agir e, portanto, a mudar.

Use roupas discretas

Embora o hábito não faça o monge, as roupas que você usa podem ajudá-lo a ser mais carismático. Não é uma questão de usar uma roupa cara ou de marca, mas de escolher um traje adequado. O melhor é optar pela moderação.

No caso das mulheres, os decotes muito pronunciados, os calçados com saltos muito altos ou cores brilhantes podem distrair, em vez de atrair a atenção. É melhor escolher algo sóbrio, adequado e com o qual você se sinta confortável. Os acessórios podem ajudá-la a completar o visual e enriquecer o seu estilo.

Para os homens, a melhor opção é usar uma roupa clássica. Se combinar uma camisa em cores claras com uma gravata correspondente, sem dúvida estará bem vestido. Para diminuir a sobriedade da roupa, você pode se livrar da gravata e até mesmo substituir o seu blazer por uma jaqueta.

Você não precisa ser um líder para ser carismático, mas a maioria dos líderes devem ser carismáticos. Não existe um manual que nos ensine desde crianças como atrair a atenção dos outros.

As pessoas nascem com ou sem essa virtude. Mas, em qualquer caso, é uma qualidade que pode ser melhorada através da prática. Ser mais carismático abre muitas portas em diferentes níveis. Por que não seguir estas dicas e ver o que acontece? Se você quer resultados diferentes, faça algo diferente!

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2018: Um ano para derrotar o impossível!


A mente é maravilhosa – Carlos Alberto
6 Jan 2018 11:00

Sabe aqueles velhos problemas que até agora não conseguimos vencer? Sim, estes mesmos que insistem em permear nossos pensamentos, que você às vezes julga impossível solucioná-los. E então amigo leitor, vamos derrotar o impossível?

Imagine no Rio de Janeiro antes de 1910 se alguém dissesse que estaria em São Paulo em 50 minutos: todos diriam, isso é impossível! Ele está maluco! Não é mesmo? O primeiro voo brasileiro deu-se em 7 de janeiro de 1910, quando Dimitri Sensaud de Lavaud realizou em Osasco, São Paulo, o primeiro voo da América Latina.

É meus amigos, é isso mesmo, o impossível não existe até ser conhecido. O avião utilizado para o primeiro voo foi idealizado na mente de seu construtor, que inclusive neste caso foi o próprio Dimitri Sensaud. Ou seja, de tanto pensar e agir no que estava na sua mente, se materializou! É meus amigos, a Fé materializa a Ciência! No nosso caso, torna possível o "impossível".

Mas antes de imaginarmos em nossas mentes o que desejamos derrotar, precisamos aprender a Amar e Perdoar, pois sem isso amigo, não surtirá nenhum efeito. Lembre-se: todo bônus gera um ônus.

A palavra amor tem inúmeros significados, dentre eles destaco como "grande afeição por outra pessoa". Bem, na verdade deveria ser: "grande afeição por qualquer pessoa" segundo o Criador, ou não?

Vencendo o impossível

Perdoar é a ação humana de livrar alguém de uma suposta culpa, uma ofensa, uma "dívida" e etc. O perdão, a rigor, é como passar uma borracha, deletar mesmo, qualquer ressentimento, rancor ou qualquer sentimento negativo sobre determinada pessoa.

O amor é a força mais poderosa do universo e não se pode perdoar sem amar o perdão. Aprenda a amar o perdão experimentando. Sabe aquela ou aquelas portas que estão fechadas na sua vida? Vá perdoando e "enxergando" as portas se abrindo na sua mente, uma a uma, e não devemos esquecer, é claro, que se não for de todo o coração, deletado mesmo, não surtirá efeito algum.

Libere seu coração para fazer de sua vida uma arte, e arte significa habilidade de se comunicar através de um desenho, pintura, fotografia, e etc., traduzindo sentimentos e visões de seus autores. Uma cor, uma paisagem, um jardim, um "fragmento da alma" do autor.

Por isso amigo leitor, a partir de agora, nesse exato momento mesmo, comece a "limpar" seu coração e pinte sua vida da forma que desejar, pois o universo já está pronto para enviar: seu desejo é uma ordem!

"Se podes?", disse Jesus. "Tudo é possível para aquele que crê." (Marcos 9)

 

Bem-vindo ao Possível artista!

Paz e Bem!

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Há pessoas que se amam de verdade, mas não estão juntas


Psicologias do Brasil – Marcel Camargo
5 Jan 2018 18:16

Não basta amar tão somente, para se ter garantia de que os finais felizes virão. O amor requer cuidados, atenção, entregas e renúncias, o que nem todos estamos dispostos a ofertar. A convivência diária é repleta de armadilhas e de desgastes que se avolumam, embaralhando os sentimentos de quem está mergulhado no compartilhamento de vidas.

Quando nos lançamos ao encontro do outro, teremos que trazer para dentro de nossas vidas tudo o que ele traz, tanto aquilo que nos satisfaz, quanto o que nos desagrada. Não existe nada que o passar do tempo não desmascara, não traz à tona, não torna claro, mesmo que à nossa revelia. Da mesma forma, estamos sujeitos a mudar de opiniões, a mudarmos nosso comportamento, pois assim é a vida. E, nesse contexto, não raro mudamos de forma a desagradar quem estava acostumado com o antigo eu.

A convivência diária acaba nos obrigando a enfrentar tudo o que somos, o nosso melhor e o nosso pior, uma vez que existem pessoas ali bem perto, que recebem imediatamente os reflexos de nossas atitudes. Porque, quando compomos uma família, já não podemos agir, sem que isso se estenda ao cônjuge e aos filhos, cujas vidas se ligam às nossas com proximidade e carga emocional intensa.

Caso não prestemos atenção aos anseios e necessidades de quem  caminha ao nosso lado, por conta da priorização exclusiva do que queremos, sem levar em conta as vidas que nos rodeiam, dormem e acordam ao nosso lado, iremos nos distanciar cada vez mais de nossa família, de corpo e alma. O amor é troca, é ida com volta, é dar e receber, ou seja, não permanecerá onde não encontre contrapartida sincera, retorno de olhares, de toques, de sonhos.

Por isso é que muitas pessoas se separam, mesmo que ainda se amem. Não deixaram de se amar, mas pararam de prestar atenção nos olhos de quem torcia ali bem juntinho, cessaram o apertar das mãos que se tateavam em vão por entre a escuridão dos lençóis frios, deixaram de construir aqueles sonhos bobos, mas essenciais à continuidade dos passos harmoniosos, dos desejos em comunhão. E assim se perderam de si mesmo e do outro.

Portanto, é necessário que sejamos mais fortes do que a dureza desarmônica do dia-a-dia e do cotidiano maçante, que muitas vezes assolam nossos sentidos, desconstruindo nossos sonhos e nos desviando de nossa busca pela felicidade junto de alguém, inclusive de alguém que já está ali do nosso lado, pronto para lutar junto, sonhar junto, crescer junto. Triste não podermos caminhar de mãos dadas com quem amamos, mas ainda mais desolador é ver o amor de nossas vidas se afastando por conta de tudo o que deixamos de fazer.

 

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